Mostrando postagens com marcador Movimento Estudantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Movimento Estudantil. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, junho 25, 2007

Um timming estranho


"Ao som de "Prá não dizer que não falei das flores", do cantor Geraldo Vandré, letra ícone de luta contra a ditadura no Brasil,
estudantes e servidores que ocupavam o prédio da reitoria da USP (Universidade de São Paulo) desde o dia 3 de maio,
saíram do local..."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u306590.shtml

E o movimento estudanil continua achando que estamos na década de 70, perseguido pelas elites apoiadoras do regime autoritário...
A meu ver, o movimento estudantil sofre de uma certa esquizofrenia temporal...

E enquanto isso, na Unicamp, os estudantes continuam ocupando a DAC e mantendo as barricadas no IFCH...

quarta-feira, junho 20, 2007

mais da greve

Mais um dia de não sei bem o que... Teoricamente era pra ser um dia de aula normal, depois que os professores resolveram que iriam voltar as aulas nessa segunda feira.

"Depois de quase um mês em greve, os professores da Unicamp decidiram nesta
quinta-feira suspender o movimento e retomar as aulas na segunda-feira."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u304597.shtml

Ao chegar na faculdade ontem pela manhã, encontrei apenas o professor e um aluno na sala.
A discussão sobre o que aconteceu, os motivos da greve e as atividades que ainda ocorrem permeiam a discussão do tema da aula (Pensamento Político Liberal).
Neste momento, o comentário estarrecedor: na assembléia do dia anterior (segunda-feira), os estudantes decidiram que invasão/ocupação (cada um dá um nome de acordo com a posição ideológica a respeito) é uma regra válida para protesto. Diante disso, invadiram a DAC.

"Um grupo de pelo menos cem estudantes da Unicamp --ligados ao DCE (Diretório Central Estudantil)-- invadiram nesta segunda-feira no início da noite o prédio da Diretoria Acadêmica da universidade.

(...)

Antes de invadir a diretoria, o mesmo grupo de estudantes tentou invadir a reitoria da universidade, mas as portas e grades do local foram fechadas antes da ação estudantil."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u305417.shtml

A reitoria da Unicamp se manifestou:

"NOTA DA UNICAMP
A propósito da invasão das instalações da Diretoria Acadêmica (DAC) da Unicamp e da tentativa de invasão da Reitoria por um grupo de estudantes, na tarde de segunda-feira, a Reitoria traz ao conhecimento público o seguinte:
1 – A invasão da DAC, além de representar um ato de violência incompatível com a tradição de diálogo existente na Universidade, traz prejuízos à vida acadêmica da Unicamp e aos próprios estudantes, impedindo, por exemplo, a emissão de diplomas e a homologação de teses de pós-graduação.
2 – Já foi iniciada apuração para identificação dos responsáveis, instalação de processo disciplinar e aplicação das penalidades previstas no Regimento Geral da Universidade, que podem ir da advertência à expulsão.
3 – A Reitoria está tomando as medidas judiciais cabíveis para a preservação do patrimônio público e a normalização das atividades da Diretoria Acadêmica.
4 – A Reitoria não negociará com os invasores.
A REITORIA
Cidade Universitária Zeferino Vaz.
Campinas, 19 de junho de 2007."
http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/BDNP/NP_1709/NP_1709.html

Isso ocorre num momento em que a reitoria da USP está ocupada, algumas diretorias de campi da Unesp estão ocupadas e os alunos alegam que o movimento está crescendo (o principal motivo que despertou essa visão eram as mais de 300 pessoas na assembléia realizada ontem - grande maioria dos estudantes acreditava na volta das aulas).

Hoje pela manhã, uma notícia preocupante para quem tem amigos no ME:
"Policiais militares da Tropa de Choque e da Força Tática do 13º Batalhão de Policiamento do Interior (BPM/I) cumpriram, por volta das 2h30 da madrugada desta quarta-feira (20), a liminar de reintegração de posse do campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araraquara, a 280 quilômetros da capital paulista, no interior do Estado."
http://noticias.uol.com.br/educacao/ultnot/ult105u5485.jhtm

Será que é tão importante assim manter um posicionamento intransigente, anti-democrático e infantil, afirmando que esta é a única saída que os estudantes têm para defender o ensino público? Será que os estudantes envolvidos não enxergam que assim eles conseguirão apenas a raiva dos demais alunos da Unicamp que necessitam que o DAC esteja em ordem para fazerem matrículas do próximo semestre, colar grau ou pelo menos pegar as carteirinhas que as provisórias dos bixos vencem essa sexta-feira (eu to nesse barco). Será que o objetivo deles nãos eria melhor alcançado se eles pudessem contar com o APOIO de grande parte dos estudantes da Unicamp e não da discórdia semeada pelo próprio ME?

sexta-feira, maio 25, 2007

Sobre a greve

Sobre a greve, que eu evitei me pronunciar aqui até agora... mais precisamente, até eu ter feito um pronunciamento pró-greve numa comunidade do orkut, e suddenly os membros estavam contra mim, que eu nao deveria me manifestar pela net, e sim em assembleias.

Eu já passei por algumas assembléias, sobre mudança de grade curricular, a respeito de professores incomententes (quando tentamos tirar a claudia, por exemplo), sobre greves, sobre invasão da reitoria (aquela gigante na PUC)... Todas elas me deram a seguinte experiência: as assembléias só servem e só funcionam para legitimar as questões pré-estabelecidas pelos partidos políticos de esquerda, mas não a esquerda inteligente, bem-intencionada. A esquerda bagunceira, que eu ouso personificar pelo discurso de um colega da unicamp: "o objetivo é fazer greve, parar tudo" ou "porque não invadimos o cdp do dac, ali a gente pode parar tudo, a unicamp toda depende do que se passa ali" ou "manifestações pacíficas de repúdio aos decretos (que não sejam greve ou invasão - ou ocupação como eles chamam), não derruba governos".

Pelo visto é isso que eles querem, baderna, destruição da democracia, troca ilegal do governante, golpe de estado. Me recordo de uma discussão na FFLCH: "quando fizermos a revolução, o que faremos? Vamos matar toda a burguesia". O que mais chamou a atenção é que eram, na grande maioria, filhinhos de papai, que iam (se ainda vão, não sei, já que eu não vou mais lá) pra faculdade de carros dos mais "fancy" (eu cheguei a ver alguns de audi, outros de peugeot, honda etc). Oras, acredito que eles são parte da burguesia...

Se eles fossem bem-intencionados e pró-debate, não deixariam que as votações fossem feitas depois que iniciavam-se as aulas (USP), não tentariam bater em quem é contra (eu vi isso na PUC), não fariam assembléias as 22h, como eu ouvi dizer que aconteceu na Unicamp, não fariam assembléias para votar a greve com um quorum de 120 alunos "representando" todos os alunos da universidae (eu não dei liberdade a ninguem pra me representar numa assembléia que deliberasse sobre a greve). Fariam assembléias que conseguissem englobar a maior parte possível dos estudantes da universidade...

O motivo desta greve, na minha opinião, é o sucateamento do ensino superior público, através do corte de verbas (e há ainda uma proposta que irá para votação a respeito da não necessidade do Estado declaram trimestralmente a verba repassada para a unversidade pública). Entretanto, acho que arrumar a maior briga com a maioria da população não é o caminho. Greve, invasão de propriedade do estado (ou da universidade), piquetes, ameaças não ajudam a traer mais gente para o movimento, pelo contrário.

O jeito era fazer com que a sociedade veja a importância das verbas para o ensino superior, e da transparencia tanto da universidade quanto do governo (se a universidade tem que declarar os gastos, mais ainda o governo temq eu dar o exemplo e declarar quanto de verba manda para a universidade), dessa forma, o governo tem que sentir que está tomando medidas que contrariam o interesse público e que isso pode refletir nas proximas eleições... Na minha opinião, é pra isso que serve uma democracia....

De fato, acho que todos deveriam escrever para os deputados estaduais e cobrarem deles uma postura contrária aos decretos, somos todos eleitores, não?

domingo, abril 01, 2007


Após a invasão da reitoria na terça-feira e mais de 70 horas de ocupação, nesta sexta-feira, após negociação, os estudantes começaram, no final da tarde, a desocupação.

A observação do processo de forma mais próximo (dessa vez eu tinha mais tempo livre pra estar presente) deixa claro a massificação do grupo, entretanto existindo um seleto grupo de pessoas que têm alguma noção de como proceder em uma negociação: a grande mioria continua batendo na tecla de que deve ser feita a greve caso as exigências não sejam atendidas por completo. Issso mostra um despreparo dos participantes do Movimento Estudantil e um descaso das suas lideranças (não é a liderança por completo que possui o grupo de pessoas esclarecidas, mas grande parte dos esclarecidos estão na liderança, ao mesmo tempo que tem um número mto grande de líderes completamente sem noção).

Ainda assim, com (ou sem) parte da liderança esclarecida, é absurdo o que se encontra ao conversar com as pessoas que fazem parte do Movimento Estudantil: o objetivo final é a greve, não a obtenção das reivindicações. Essa posição é dominante entre as pessoas, e parece que o que eles querem é a greve a qualquer custo. Há aí um esvaziamento do sentido do Movimento Estudantil.

Outra coisa que chamou a atenção foi o fato de que um dos objetivos da ocupação do prédio da reitoria eram os problemas com a Moradia Estudantil (outras questões foram os decretos do Serra, a Reforma Universitária etc) e que, dos cerca de 800 habitantes da Moradia, pouquíssimos estavam presentes.

Parece um pouco absurdo, já que a segurança dos prédios e a assistência social no processo de escolha dos moradores envolve (ou pelo menos já envolveu) a todos os moradores. A falta de participaão dos principais interessados deslegitima, em parte, o movimento. Infelizmente, isso é apenas um reflexo da situação atual, quando as reivindicações são, realmente, feitas por pessoas as quais não necessitam dessas melhorias (talvez seja por medo de represálias).

São reivindicações sérias, válidas e necessárias, pois a segurança dos alunos é uma queeestão importante, e, se eles estavam morando no prédio, é porque encessitavam, e acredito eu que isso tenha se tornado um direito adquirido.

Vale a pena, ainda assim, dar uma olhada no bloga da ocupação: www.ocupacaounicamp.blogspot.com e num blog de um amigo meu que se colocou na oposição ao movimento (uma oposiçaõ interessante, tb, a meu ver): http://blogdobizzarro.blogspot.com/2007_03_01_archive.html

quarta-feira, março 28, 2007

E começa o "estágio" pra ciências sociais

Do site Globo.com
(http://globoradio.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL14862-5604,00.html)

27/03/2007 - 16h57 - Atualizado em 27/03/2007 - 19h08

Estudantes ocupam reitoria da Unicamp

Eles revindicam melhorias nas moradias da universidade. Entidade diz que conseguiu reintegração de posse da área.
Do G1, em São Paulo, com informações da EPTV

Cerca de 150 estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ocuparam a reitoria na manhã desta terça-feira (27) e permanecem no local até agora. Eles reivindicam melhorias na moradia da universidade, que atende 1,2 mil alunos.

Segundo a assessoria de imprensa da universidade, os manifestantes chegaram ao local às 7h e impediram a entrada dos 60 funcionários do prédio. A assessora técnica, Angélica Pfister, tentou furar o bloqueio de alunos e foi impedida. Ela reclamou da ação. “Toda vez que eles são contrariados, eles invadem, quebram o patrimônio e roubam”, disse. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) afirmou que os alunos não roubaram qualquer coisa dos funcionários durante os protestos.

De acordo com a assessoria, a Unicamp já conseguiu na Justiça a reintegração de posse da área. O órgão, no entanto, não soube informar qual o prazo dado para que os estudantes deixem o local.

Problemas de infra-estrutura
O bloco B da moradia foi interditado na semana passada por problemas de infra-estrutura. Quarenta e cinco jovens foram remanejados para outros blocos. O reitor José Tadeu Jorge afirmou que serão feitas obras de reformas no local e em outras unidades, mas não há prazo para as mudanças.

A assessoria de imprensa informou que a Unicamp propôs aos jovens dar uma verba de R$ 200 para cada aluno tentar alugar um local para ficar.

Os estudantes disseram que não podem aceitar o dinheiro porque não têm informações de prazo das reformas, e, sendo assim, não conseguem assinar um contrato de aluguel.
_____________________________________________________________

Acho válido algum tipo de protesto, até porque se não é feito nenhum protesto, não se tem as reivindicações atendidas, até porque ninguém fica sabendo das reivindicações (do jeito que o pessoal lê os panfletos...). Infelizmente, 150 aluno num universo de 1,2 mil não dá muita legitimidade ao movimento. O jeito é pensar em uma forma de envolver um pouco mais da metade dos estudantes (os tais 50%+1), assim o movimento tem mais força... Ou quando (isso faz tempo, conheço a historia de ouvir falar) os estudantes acamparam na Unicamp pra reivindicar a construção da moradia...

domingo, março 04, 2007

Mudança...

Continuando a busca de onde me encontrar...

Troquei de faculdade. Sei que não é pra ser um hábitoa ssim tão costumeiro, trocar de faculdade, mas dessa vez aconteceu. O mesmo curso, cidades diferentes. Essa semana enquanto todos os meus amigos estavam preocupados em curtir as festas de recepção dos bixos tb como forma de despedida, ja que para muitos essa será a última calourada que participam na FFLCH, eu estava lá, perdida como tds os outros calouros, morrendo de saudades dos meus amigos, imaginando que atividades estariam acontecendo na praça do relogio (o ano passado teve muro de escalada), mas, em compensação, fazendo novos amigos.

Estar em um lugar absolutamente novo parece que é uma necessidade, uma constante busca ed quem sou eu. É preciso ter um sentimento de pertencimento a algum lugar, sentir-se parte daquilo. Quando vc deixa de se sentir parte do lugar em que vc está, de sentir-se co-responsável por aquilo, então sua permanencia deixa de ter sentido.

Assim, dedico esse post ao pessoal da USP: pessoas que eu adoro, de quem eu sinto mtas saudades (sim, já) e que serão meus amigos pra sempre, guardados no coração e tendo que aguentar meus telefonemas e me hospedar quando eu for pra SP visitá-los (hauhauhauhauhau - risada maléfica).

E de agora em diante: nova vida! O curso é o mesmo, mas é um mero detalhe... =)