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quarta-feira, maio 16, 2007

Cuidando do meu jardim

Meu Jardim
Vander Lee

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim

Digamos que era isso que eu teria que fazer, e é isso que eu venho tentando fazer desde o começo do ano. Tirando o fato de que eu acho que trinquei um osso da mão direita no treino de terça feira, talvez esteja conseguindo cuidar bem de mim...rs
Se isso será suficiente, não posso saber. Sei que estou atrasada, que isso deveria ter sido feito há muito tempo atrás. Dizem que nunca é tarde, mas as vezes é. Não sei onde esperar, ou se esperar ou por que esperar, mas espero uma mudança. De alguma forma ela chegará.

Ah, comprei um cactus, ou como a Neuzinha diz, um mandacarú... Acho que esse eu consigo não deixar morrer seco kkkkk =)

terça-feira, maio 15, 2007

J´ai tant besoin de la lune



Uma foto de um plátanus, com as folhas de outono. Campos do Jordão 2007...





Essa música faz a síntese de um sentimento. É claro que se fosse de minha autoria, a faria de forma mais clara, e, não ocorreria de, em alguns momentos, ela não ter nada a ver com os meus sentimentos...





J'ai Besoin De La Lune
Manu Chao


J'ai besoin de la lune pour lui parler la nuit.
J'ai besoin du soleil pour me chauffer la vie.
J'ai besoin de la mer pour regarder au loin.
J'ai tant besoin de toi tout à coté de moi.

J'ai besoin de la lune pour voir venir le jour
Tant besoin du soleil pour l'appeler la nuit
J'ai besoin de la mer pout a coté de moi
J'ai tant besoin de toi pour me sauver la vie ...

J'ai besoin de mon père pour savoir d'ou je viens,
Tant besoin de ma mère pour montrer le chemin.
J'ai besoin du metro pour aller boire un verre
Tant besoin d'oublier
Tant besoin de prières



J'ai besoin de la lune pour lui parler la nuit.
J'ai besoin de la lune pour lui parler la nuit.
Tant besoin du soleil pour me chauffer la vie.
J'ai besoin de la mer pour regarder au loin
J ai tant besoin de toi tout a cote de moi...



J'ai besoin de la terre pour connaître l'enfer
Tant besoin d'un ptit coin pour pisser le matin
J ai tant besoin d'amour
Tant besoin tout les jours
J ai tant besoinde toi tout a cote de moi



J'ai tant revé d'un jour
De marché sous la lune
J ai tant reve d'un soir
Au soleil de tes nuits
J'ai tant reve d'une vie
A dormir ce matin



J'ai besoin de la lune pour lui parler la nuit



Pas besoin de la mort pour rire à mon destin
J'ai besoin de la lune pour lui parler la nuit
Pas besoin de la mort pour rire à mon destin



E a tradução dela, feita assim, mais ou menos, pra que não entende françês (e quem entende, por favor, deconsidere os erros de quem faz 3 anos que parou de estudar o idioma):





Eu preciso da lua para falar com ela (a lua) a noite.
Eu preciso do sol para aquecer a minha vida.
Eu preciso do mar para olhar lá longe.
Eu preciso tanto de você sempre ao meu lado.



Eu preciso da lua para ver chegar o dia.
Eu preciso tanto do sol para chamar a noite.
Eu preciso do mar sempre ao meu lado.
Eu preciso tanto de você para me salvar a vida...

Eu preciso do meu pai para saber onde ir.
Eu preciso muito da minha mãe para me mostrar o caminho.



Eu preciso do metrô para ir beber um pouco.
Eu preciso esquecer, eu preciso tanto rezar.



Eu preciso da lua para falar com ela a noite.



Eu preciso da terra para conhecer o inferno,
Eu preciso tanto de um cantinho pra fazer xixi de manhã,
Eu preciso tanto de amor, preciso tanto todo dia,
Eu preciso tanto de você sempre ao meu lado.



Eu sonho um dia em ir até a lua.
Eu sonho em uma tarde com o sol das tuas noites.
Eu sonho tanto com uma vida que preciso dormir esta manhã.



Eu preciso da lua para falar com ela a noite.
Não preciso da morte para rir do meu destino.
Eu preciso da lua para falar com ela a noite.
Não preciso da morte para rir do meu destino.



Tem uma outra música que diz mto disso, mas a tradução dela é cafona... Dá ate vergonha... rs... Então vai sem tradução... =)
Da mesma forma que a anterior, não expressa totalmente... mas expressa mto. E diz mais ou menos o que eu queria dizer...

Far Away
Nickelback
Composição: eminem
This time, this place
Misused, mistakes
Too long, too late
Who was i to make you wait
Just one chance
Just one breath
Just in case there's just one left
'cause you know,
You know, you know

[chorus]That i love you
I have loved you all along
And i miss you
Been far away for far too long
I keep dreaming you'll be with me
And you'll never go
Stop breathing if
I don't see you anymore

One my knees, i'll ask
Last chance for one last dance
'cause with you, i'd withstand
All of hell to hold your hand
I'd give it allI'd give for us
Give anything but i won't give up
'cause you know,You know, you know

[chorus]

So far away
Been far away for far too long
So far away
Been far away for far too long
But you know, you know, you know

I wanted
I wanted you to stay
'cause i needed
I need to hear you say
That i love you
I have loved you all along
And i forgive you
For being away for far too long
So keep breathing
'cause i'm not leaving
Hold on to me and, never let me go

quinta-feira, abril 05, 2007

Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



POEMA EM LINHA RETA - Álvaro de Campos


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,

Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,

Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado

Para fora da possibilidade do soco;

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,

Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?

Eu, que venho sido vil, literalmente vil,

Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
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Quem são as pessoas? Meses atrás eu conheci o lado negro de pessoas de quem acreditava ser amiga. E quando li essa poesia, eu me senti como o autor, alguém que é vil cercado de pessoas cheias de virtude, tão cheias de virtude que não se sabe de nenhum defeito. É como se os defeitos fossem tantos e tão graves que se algum desses viesse à público, seriam como um atrativo para que todos eles fossem tornados públicos.
É inacreditável pensar que algum ser humano pode ser somente virtude, e mesmo assim as pessoas tecem elogios àqueles que "não possuem defeito algum"...
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Um gato preto como imagem pode levar a alguma reflexão tb...

segunda-feira, março 12, 2007

Álvaro de Campos - Eu

Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. —
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...

Ta aí um bom esclarecedor da busca da própria identidade... quem sabe a poesia ajuda a descobrir...